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Biodiversidad en América Latina y El Caribe

Link de este artículo: http://www.biodiversidadla.org/Documentos/A_monocultura_do_eucalipto_no_Brasil_Relatorio_das_consequencias_socio-ambientais
Autor LAG Noruega Idioma Portugués Pais Brasil Publicado 1 febrero 2018 10:33

A monocultura do eucalipto no Brasil: Relatório das consequências sócio-ambientais

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"A indústria baseada no cultivo do eucalipto está causando sérios danos ambientais, violando os direitos humanos e os direitos dos povos indígenas. Exigimos que se retire o dinheiro do Fundo do Petróleo das empresas Fibria, Suzano e Veracel".

Este relatório, escrito pelo Comitê Norueguês em Solidariedade com América Latina (LAG Noruega), pretende analisar os impactos da indústria do eucalipto no Brasil. A Noruega, através do Fundo do Petróleo, possui parte das empresas de celulose no Brasil como a Fibria, a Suzano, e a joint venture Veracel, através da Stora Enso como acionista indiretamente.

Todas estas empresas estão envolvidas em operações antiéticas e ambientalmente destrutivas na região do extremo sul da Bahia. As plantações de eucalipto impedem a distribuição equitativa da terra e invadem áreas de indígenas, quilombolas e de pequenos agricultores.

As plantações destroem a mata atlântica, provocando a extinção e impedindo a regeneração de uma biodiversidade importante. Além disso, as monoculturas levam à escassez de água, queimadas, à propagação de pes-ticidas tóxicos, ao desemprego e à pobreza.

Foi um Norueguês, Erling Lorentzen, quem come-çou, em 1972, com a produção de celulose no Brasil com a empresa Aracruz Celulose (hoje Fibria). A Aracruz foi vendida em 2008 para Votorantim Industrial (VID). Noruega ainda esta involucrado no setor de celulose no Brasil através dos investimentos do Fundo do Petróleo da Noruega. Noruega tem ações nas três empresas acima mencionadas. Hoje, o eucalipto na região produz celulose para papel fino, usado por exemplo, para a produção de papel higiênico ou papel de embrulho.

A indústria baseada no cultivo do eucalipto está causando sérios danos ambientais, violando os direitos humanos e os direitos dos povos indígenas. Exigimos que se retire o dinheiro do Fundo do Petróleo das empresas Fibria, Suzano e Veracel.

Convidamos os leitores e a população em geral a boicotar os produtos de eucalipto e a assinar a campanha para que o Fundo do Petróleo retire os investimentos deste setor.

Acreditamos que os investimentos no eucalipto na região do extremo sul da Bahia é um exemplo claro de como o sistema capitalista cria uma dinâmica e lógica onde os recursos naturais, os trabalhadores e a terra, podem ser explorados para gerar lucros para poucos. É necessário levar essas questões para o debate público e acreditamos que através da análise de exemplos concretos poderemos abrir caminhos para um debate mais profundo.

O presente documento foi lançado na Noruega, em norueguês, no dia 18 de abril 2016. O texto foi pensado para um público leitor norueguês, mas achamos importante traduzi-lo e divulgá-lo no Brasil, onde está a resistência diária contra o agronegócio.

- Para baixar o relatório completo (PDF), clique no seguinte link:

A Monocultura do eucalipto no Brasil (6,43 MB)

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