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Biodiversidad en América Latina y El Caribe

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Autor Horacio Martins de Carvalho Idioma Portugués Pais Brasil Publicado 27 mayo 2010 21:18

Na sombra da imaginação: a recamponesação no Brasil

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Camponeses: uma reminiscência ou uma promessa? Talvez nenhuma das duas, nem saudosismo nem profetismo, ou as duas e outra mais: uma realidade camponesa atual que engloba um terço da população do mundo.

Deseje ou não o fundamentalismo neoliberal; suponham ou não os cientistas sociais que se debruçam sobre o agrário; incomodem mais ou menos os setores da esquerda que se apóiam na profecia política da superação dialética dos camponeses pela expansão da empresa capitalistas no campo e a correspondente criação de um proletariado rural; queiram ou não as confissões religiosas que se consagram à misericórdia vendo ou idealizando apenasmente um campesinato pobre e resignado, sonham ou repudiem os românticos das classes médias urbanas com o viver bucólico e de outrora; enfim, a maior parte de nós, e eu no amontoado desse 'nós', de um jeito menos implícito ou mais assumido, vacila sobre as possibilidades de persistência do campesinato num futuro próximo no âmbito das formações econômicas e sociais capitalistas contemporâneas. Essas variadas percepções, tais vontades e desejos, as profecias e tendências, as explicações que se supõem científicas, as leituras miméticas do que se vê e viu nos paises europeus, e a usual e performática análise da conjuntura nacional podem nos induzir a crer (crença na ciência e na superstição, mas crença) que o campesinato brasileiro deve (ria) estar com os dias contados.

'Esses dias contados' têm tido uma duração maior do que as supostas nas predições de todos os matizes, apesar da acentuada expansão capitalista no campo no Brasil pós 1950. Mas, também, lá tão longe fisicamente, desde a Revolução Russa de outubro de 1917 até hoje, quase cem anos passados, os camponeses continuam despertando novas (ainda que tão velhas) polêmicas. De fato, desde muito antes e em diversos outros recantos do mundo, os prognósticos sobre o destino do campesinato evidenciam mais e mais que os camponeses são realmente incômodos (a classe incômoda) para todos aqueles que nutrem a expectativa, seja 'cientifica' seja ideologicamente, da sua desagregação e desaparecimento econômico e social. Tantos vaticínios, quantas desilusões...

A empresa capitalista no campo, como parte do complexo hoje globalizado e denominado de agronegócio, tem evidenciado 'ad nauseum' (argumentos por repetição) que é absolutamente incompetente para garantir a oferta de alimentos de maneira responsável ecológica e socialmente, menos ainda para dar conta de atender aos requisitos políticos da construção da soberania alimentar nacional. A reprodução dos interesses das empresas capitalistas no campo é antagônica à reprodução da vida sob o ponto de vista da etnoagrobiodiversidade. Ademais, a intencionalidade no usufruir lucros de qualquer maneira por parte das empresas capitalistas ao se apropriarem privadamente da natureza demonstra que é intrínseco do capitalismo, quiçá sua expressão historicamente maximizada, o se reproduzir e acumular a partir da exploração humana e da degradação da natureza. Por outro lado, o proletariado apesar das diversas restrições que tem vivenciado para poder como classe social, enfrentar a duras penas as mudanças neoliberais efetuadas de cima para baixo pelos governos orgânicos aos interesses de classe das classes dominantes. Nesse contexto histórico se pode perceber e sugerir que o proletariado, como classe social fundamental para o enfrentamento do capitalismo e para dar conta das transformações revolucionárias que se pretende, mesmo como utopia, deverá ampliar o elenco de alianças políticas, não somente com o campesinato, mas com outros setores da sociedade que tem se mostrado combativos no âmbito das complexas alterações na estrutura social brasileira. E compreender que na atual correlação de forças políticas vários outros temas se tornaram estratégicos nas lutas sociais e no processo de acumulação de forças políticas para a superação do modo de produção capitalista, tais como as dimensões camponesa, ambiental, étnica, racial, de gênero e etária.

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