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Autor MPA Idioma Portugués Pais Brasil Publicado 17 agosto 2017 14:08

Brasil: MPA avança nas experiências de produção camponesa no Sergipe

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Durante um mês, de 11 de agosto a 11 de setembro de 2017, os camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Sergipe, por meio do coletivo de produção está organizando um mutirão com “Brigada da Terra”. Entre os objetivos está o de dar sequência as atividades de estruturação da produção na UPC – Unidade de Produção Camponesa do Movimento, que está localizada no Assentamento Califórnia, no Município de Canindé do São Francisco – SE.

Militantes do Movimento. Foto: MPA

Para os integrantes da Brigada Terra, que é composta por militantes e camponeses do Movimento, nestes dias de trabalho irão contribuir para o desenvolvimento prático do Plano Estratégico da UPC, que está sendo construindo na forma de uma Unidade de Produção de Sementes Crioulas com princípios e experiências em Agroecologia.

O MPA compreende que As Sementes são Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade. Portanto, todas as plantas que cultivamos e todos os animais domésticos que criamos, são frutos da evolução da natureza e do trabalho de diferentes povos pastores, agricultores e camponeses. Nenhuma planta cultivada e nenhuma criação doméstica foi desenvolvida pelos cientistas modernos que trabalham para as empresas. Todos os cultivos, sem exceção, são criação camponesa e dos povos originários.

O trabalho com sementes crioulas tem sido desenvolvidos em vários Estados onde o MPA está organizado, porém ele é essencialmente local, desenvolvido num dado território. Cada realidade tem um processo e têm formas de fazê-lo.

Nos Territórios por meio de Unidades de Beneficiamento de Semente (UBS), são unidades multiplicadoras, referência para o intercâmbio e comercialização, está numa estratégia de enfrentamento aos transgênicos, é uma ferramenta de enfrentamento direto do MPA contra as multinacionais, contra o agronegócio, fazendo parte do processo de enfrentamento, de organização política, e de outras ações práticas de trabalho com as sementes. As UBSs, também, tem uma estratégia a nível de comunidade, para que possa garantir a diversidade, segurança alimentar e nutricional, bem como, a autonomia das famílias, para que estas possam ser reproduzidas pelas famílias e não fiquem dependentes todos os anos da UBS.

Preparo do solo e irrigação para novo plantio. Foto: MPA

Nas Comunidades, dá-se por meio das Casas Comunitárias de Sementes Crioulas que é o local onde guarda-se e armazena-se as sementes crioulas após estarem secas e selecionadas. As famílias produtoras colocam suas sementes na casa e retiram na hora do plantio. É um espaço de troca de sementes entre as famílias do local e com famílias de outras regiões do Estado e do País. A casa auxilia no resgate e na armazenagem das variedades locais, também é conhecida como Banco de Sementes Crioulas, onde cada família que produz é uma guardiã destas sementes. As Casas de Sementes Crioulas são um modelo alternativo de administração coletiva da reserva de sementes necessária para o plantio. Junto à Casa as pessoas, famílias e grupos encontram um espaço de empréstimo, troca e disponibilização de sementes. Este sistema permite que cada família produza e melhore sua própria semente sob a gestão coletiva da reserva. No MPA, elas tem sido organizadas pelos grupos, organizações e pela comunidade, a partir de sua realidade e necessidade.

E nas Unidades Camponesas de Produção, ou seja, na propriedade as sementes crioulas tem garantido a Soberania Genética e Alimentar, porém para o MPA, seja qual for o método, as sementes precisam estar na mão dos camponeses, as famílias tem que ter acesso e controle sobre as sementes. A produção de sementes pelos próprios camponeses permite que estes tenham autonomia na produção, evitando a aquisição destas no mercado, reduzindo assim os custos de produção, além de permitir o intercâmbio de conhecimento e de sementes entre os camponeses.

Sendo assim, os dias de Mutirão serão realizados com muita disciplina, mística, animação e espaços de formação na perspectiva da socialização de conhecimentos entre os próprios brigadistas, em especial com o envolvimento da juventude camponesa. Pois o camponeses e camponesas do MPA compreendem que Terra, Água, Pão e Semente constroem a Soberania para nossa gente.

Fonte: MPA Brasil


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