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Autor UNAC Idioma Portugués Pais África Publicado 3 octubre 2014 14:32

Moçambique: Camponeses reafirmam rejeição às sementes transgénicas

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Camponeses representantes da União Nacional de Camponeses (UNAC) voltaram a dizer não às sementes geneticamente modificados, pois apresentam uma série de desvantagens. De acordo com os participantes da terceira Conferencia Internacional Camponesa, as sementes híbridas, já em circulação em Moçambique, tem estado a mostrar sua ineficiência sobre tudo porque o produtor é obrigado a comprar de época em época novas sementes.

Estas reacções foram disseminadas em resposta a duas apresentações do governo, nomeadamente da Direcção Nacional de Serviços Agrários e do Ministério da

Ciência e Tecnologia que na essência demonstravam o esforço do governo de Moçambique na adopção de estratégias contra as mudanças climáticas.

Na visão do governo, a situação das mudanças climáticas obrigam para que sejam adoptadas quer sementes melhoradas, quer sementes geneticamente modificadas apesar dos seus inconvenientes. De forma detalhada, Carlos Santana do Ministério da ciência e Tecnologia, indicou que há conjunto de acções tendentes a uma melhor implementação destes organismos. Ele fez uma abordagem exaustiva sobre a Biotecnologia e questões fitossanitárias. Para o governo há sim uma necessidade de implementação das sementes híbridas dai que tem estado a traçar estratégias com outros governos da Região nomeadamente, o WEMA (Water Efficiente Maize for Africa).

Na visão do governo de Moçambique a necessidade do uso de semente híbridas não deve ser visto somente sob o ponto de vista de beneficiar as multinacionais, mas sim como resposta às mudanças climáticas. Neste contexto, defende que haja uma participação pública dos camponeses neste processo ao nível local.

No entanto, a UNAC representada no painel por Agostinho Bento, mostrou o seu total repúdio contra o que denominou de falta de sensibilidade e violação dos direitos de camponeses em produzir e conservar a semente genuína.

Mostrando aquilo que é a posição dos camponeses, Bento teceu as seguintes considerações: “o governo de Moçambique ao introduzir sementes modificadas está de forma grave a violar os direitos seculares dos camponeses pois estes sempre reproduziram as espécies que os seus avós usaram conservando a sua qualidade”.

Choque dos camponeses

A explicação dada pelo governo para a introdução das sementes geneticamente modificadas não foi bem recebida pela classe camponesa presente na sala e não se fez de rogada. Na discussão em plenária, várias vozes levantaram-se contra a explicação dada pelo governo e pediram para não os líderes não pensem nos lucros mas na saúde e bem estar do seu povo. No debate aberto aos participantes, os camponeses mostraram-se agastados pois dizem que não querem usar sementes modificadas pois não apresentam qualidade.

Camponeses prometem pressionar o governo

A tónica dos camponeses foi no sentido de fazer-se uma pressão pacífica para desencorajar o governo no uso dos Organismos Geneticamente Modificadas. Aliás o milho Matuba tem sido o centro da discórdia pois muitos camponeses têm estado a queixar-se da falta da sua qualidade. Só para lembrar alguns distritos da província de Nampula rejeitaram este tipo de semente.

José Mateus, da União de Camponeses de Manica questionou sobre as políticas sobre a venda da semente que um pouco por todo o país tem estado a ser vendida muitas vezes sem que dê resultados satisfatórios. O representante do governo disse haverem instrumentos claros que regulam a comercialização da semente em Moçambique sendo que o que e preciso é uma denúncia em caso de irregularidade.

O representante da Justiça Ambiental (JÁ), mostrou-se insatisfeito com a aprovação do regulamento sobre os OMG´s porque pode indicar alguma abertura para o uso deste tipo de sementes. È daí que chamou atenção para que haja maior divulgação das desvantagens do uso das OMG´s.

De facto, muitas intervenções tenderam a criticar o governo no que tange a legislação para a proliferação das sementes geneticamente modificadas.

De referir que ontem a Assembleia da República aprovou a legislação sobre a Biotecnologia o que vai seguramente permitir o avanço sobre este mercado.

Equipa de Comunicação da III Conferência Internacional Camponesa sobre Terra

Fuente: UNAC


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