Carta aberta do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos: As mortes anunciadas no Brasil - 2017

O documento relata ainda 15 situações de mortes anunciadas no Brasil em 2017, previamente denunciadas pelas organizações de defesa dos Direitos Humanos, e que ainda assim ocorreram como resultado da negligência, e muitas vezes da conivência com o poder público.

Depois de se reunir entre os dias 13 e 15 de setembro em Brasília, durante o evento Fronteiras de Luta: III Seminário Nacional sobre Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, o Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, composto por organizações da sociedade civil, lideranças e movimentos sociais emitiu uma carta aberta à sociedade, para alertar sobre o agravamento da violência contra as populações rurais, camponesas, indígenas, quilombolas, pescadores, no último ano.

Segundo o documento, somente em 2017 foram contabilizados “62 assassinatos e inúmeras denúncias de ameaças, atentados e intimidações contra lideranças e ativistas”. Entre os casos, cita o massacre de Pau D’Arco, no estado do Pará, ocorrida no mês de maio, a chacina de Colniza, no Mato Grosso e o ataque ao povo Gamela, no Maranhão, ambos em abril.

O Comitê atribui o aumento da violência à “situação de desmonte de políticas públicas pelo governo federal e a aprovação de um conjunto de leis que confirmam o projeto de abandono e violência em relação aos direitos da população”. Nesse sentido, considera a ‘identificação prévia desses graves conflitos’ um importante passo para evitar a ocorrência de novas mortes e massacres.

Descargue el documento (PDF) a continuación:

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos

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