Brasil

Justiça rural: o que ensina uma vitória comunitária

Conquista do direito à posse coletiva, agrária e tradicional de uma família em Santarém (PA) demonstra a importância estratégica de coletivizar as lutas por meio da educação popular, litigância estratégica e incidência política.

Justiça rural: o que ensina uma vitória comunitária

Ilustração: Ximena Astudillo

Lucineia Miranda de Freitas é militante feminista do setor de gênero do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) do Mato Grosso, um dos estados mais violentos do Brasil. Amável e atenta às perguntas e respostas que transitavam entre o português e o espanhol, ela indicou, durante a entrevista, os pontos fundamentais da sua tarefa cotidiana como Defensora: trabalhar conscientizando a população urbana sobre os problemas do “campo” e lutar pela unidade dos povos tradicionais e movimentos sociais na defesa das terras, águas e bosques.

Lucineia de Freitas: “Construímos o conceito de feminismo camponês e popular”

Manifestação do 17 de Março em São Paulo: MST por Despejo Zero. Foto: Acervo do MST em São Paulo

Em entrevista, Kelli Mafort, da coordenação nacional do MST, reafirma necessidade da prorrogação da ADPF 828 e denuncia que meio milhão de pessoas estão ameaçadas de despejo no país.

“Enquanto morar, viver e comer for privilégio, ocupar é direito”, afirma Kelli Mafort

Foto: Emerson Guerra

La 18ª edición del Acampamento Terra Livre – ATL tuvo lugar entre el 4 y el 14 de abril de 2022 en Brasilia, la capital político-administrativa de Brasil. El ATL está organizado por la Articulación de Pueblos Indígenas de Brasil (APIB) en colaboración con otras asociaciones. Comités de varios pueblos vinieron de todas las regiones del país, en barco, avión o autobús, para llegar a este evento que reunió a 8.000 representantes de 200 pueblos, de un total de 305 pueblos originarios de Brasil. El ATL estuvo marcado por el lema «Retomar o Brasil», en alusión a los «territorios retomados»: estrategia de reterritorialización de algunos pueblos en partes de sus territorios histórico-ancestrales, usurpados durante el proceso de colonización y construcción del Estado-nación brasileño. Durante diez días, el campamento se construyó como un espacio de encuentros, intercambios diversos y movilizaciones, así como de denuncia de las acciones de muerte, ecocidio y genocidio del gobierno de Bolsonaro.

Retomar Brasil: demarcar territorios y habitar la política

Por Terra, Teto e Pão, Sem Terra marcharam de Feira de Santana a Salvador (BA). Foto: Coletivo de comunicação do MST/BA e Jonas Souza

Com o lema "Por Terra, Teto e Pão", Sem Terra de todo o país se unem pela Reforma Agrária Popular neste Abril de lutas.

Jornada de Lutas de 2022 realiza marchas, ocupações e solidariedade Sem Terra

Mineração e agronegócio avançam sobre comunidades indígenas do Pará

Modelo de desenvolvimento em prática no coração da Amazônia produz degradação, fome e miséria, destrói o meio ambiente e expulsa as comunidades tradicionais

Mineração e agronegócio avançam sobre comunidades indígenas do Pará

Foto: Wikipedia

La Terra Indígena Yanomami (TIY) fue uno de los territorios más duramente afectados por los “garimpeiros”, buscadores de oro clandestinos. Demarcada en 1992, la TIY es la mayor de Brasil en área, con 9,6 millones de hectáreas, donde viven los indígenas Yanomami y los Ye'kwana. También consta la presencia de ocho grupos de indígenas aislados en la selva, uno de los cuales conocidos como indígenas Moxihatëtëa. La actividad clandestina de extracción minera está en acelerada expansión en el país por lo menos desde 2012, con impacto significativo sobre la Amazonia.

Muertes por masacre en la Tierra Indígena Yanomami, aumento de asesinatos y de trabajo esclavo marcan el año 2021

Por CPT
94% das terras indígenas da Amazônia sofreram pressões externas entre 2016 e 2020

Desmatamento, degradação florestal, garimpos, focos de calor ou a existência e construção de estradas são alguns dos fatores que pressionaram essas regiões. 

94% das terras indígenas da Amazônia sofreram pressões externas entre 2016 e 2020