Práticas agroecológicas no combate ao deserto verde

Idioma Portugués
País Brasil

Os monocultivos de eucalipto e pinus ocupam 6 milhões e 500 mil hectares de terra no Brasil. Agricultores falam sobre os problemas sociais e ambientais deixados por estes cultivos. E apontam uma saída verdadeiramente sustentável: a agroecologia.

Esta é uma proposta alternativa de agricultura familiar socialmente justa e economicamente viável. Ela agrega saberes populares e tradicionais das experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas, quilombolas e camponesas.

Utilizando um discurso de sustentabilidade e responsabilidade social, empresários e integrantes do próprio governo vêm investindo nos monocultivos do eucalipto e do pinus.

A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, por meio de um projeto chamado Vale Florestar estimula e cultiva extensas áreas de eucalipto. Prática que a empresa chama de “reflorestamento”.

A agricultora Maria Fátima mora no município de Otacílio Costa, em Santa Catarina. De acordo com ela os monocultivos não podem ser considerados como florestas. O problema é que, depois de um tempo, o uso excessivo de agrotóxicos faz com que não cresçam outras plantas e a área de cultivo se transforma praticamente em um imenso “deserto verde” .

Maria de Fátima lembra que a agroecologia é uma prática de cultivo de alimentos que dispensa a utilização de venenos e combate a concentração de terras

O quilombola João Batista também conta como a proposta agroecológica tem colaborado com a auto-estima dos agricultores de Angelim, uma das 32 comunidade da região do Sapê do Norte, no Espirito Santo.

Conheça mais sobre estas duas histórias nesta reportagem.

Fuente: Agencia Pulsar Brasil

Temas: Monocultivos forestales y agroalimentarios

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