No Rio, seminário nacional aprofunda debate sobre transição energética para Cúpula dos Povos

Idioma Portugués
País Brasil
Encontrou reuniu lideranças em Duque de Caxias (RJ) - Gabrielle Sodré/MAB

Evento foi organizado pela Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia na última quarta-feira (17).

Seminário Nacional “Realidades e Perspectivas da Transição Energética na Ótica dos Trabalhadores” reuniu no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (17), movimentos sociais populares, organizações, e representações internacionais para debater um  modelo de transição justa a partir da participação dos territórios atingidos. 

Os debates levantados pelas lideranças presentes serão apresentados também no espaço da  Cúpula dos Povos, que será realizada em paralelo à COP30, entre os dias 12 a 16 de novembro na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Ao Brasil de Fato, Roberto Carlos de Oliveira, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia (POCAE), apontou que o colapso do modo de produção capitalista está no centro de uma crise sistêmica de diversas ordens: econômica, política, geopolítica, ambiental e também moral.

“O capitalismo não dará resposta para nenhuma das crises, nem para a crise ambiental, climática, e a transição de mercado também não nos oferece saída. É preciso pensarmos juntos, construirmos um grande programa buscando unidades para uma grande transformação”, afirma o coordenador do MAB.

Diante desse diagnóstico, do qual somente a luta popular pode oferecer as  respostas para a crise climática, o encontro buscou aprofundar a análise crítica dos desafios da transição energética. A Plataforma Operária conta com a participação de organizações sindicais, movimentos populares, pesquisadores e trabalhadores de diversas categorias.

“Não há soluções de mercado para a questão ambiental e para a transição energética, embora sejam essas as principais soluções que ganham espaço hoje. No capitalismo a crise climática é crescente. Nesse modo de produção, essa forma de organização da sociedade capitalista, a crise climática é crescente, ela não tem perspectiva de recuo. E a busca do capital e dos países dominantes é para transformar a crise climática em mais uma fronteira de acumulação de concentração e de lucro”, completa Roberto de Oliveira.

Para Bárbara Bezerra, diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindpetro-NF), a luta por uma transição energética justa e popular deve priorizar os atingidos pela emergência climática.

“É importante a gente ter um diálogo plural com a ótica das pessoas atingidas, que sofrem a pobreza energética, para que a gente possa dizer qual o projeto e qual o modelo de uma transição energética de fato justa. Precisamos, sim, ser os principais beneficiados de uma transição energética justa, casada com o compromisso de diminuição das  emissões de CO2 para que a gente de fato saia dessa emergência climática ou ecocídio que estamos vivendo”, disse à reportagem.

O Seminário Nacional “Realidades e Perspectivas da Transição Energética na Ótica dos Trabalhadores” aconteceu na Associação de Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB), em Xerém, no  município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense. 

-Editado por Clivia Mesquita.

Fonte: Brasil de Fato

Temas: Crisis capitalista / Alternativas de los pueblos, Crisis climática, Crisis energética

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