João Vitor Santos

Entrevista com Silvia Regina Brandalise: A liberação de agrotóxicos e a incidência das doenças onco-hematológicas da criança e do adolescente

A médica especialista em oncologia pediátrica Silvia Regina Brandalise é uma das referências no tratamento do câncer no Brasil. No entanto, ela prefere se definir como uma “profissional que vive no campo das doenças onco-hematológicas da criança e do adolescente, simplesmente inconformada com a crescente incidência destas enfermidades”. E não é à toa, pois Silvia, trabalhando nos tratamentos, parece materializar a metáfora de “enxugar gelo”. Ao mesmo passo em que a ciência avança na busca pelo combate a essa doença, na outra ponta, fatores que contribuem para o desenvolvimento de cânceres seguem em descontrole. 

Entrevista com Silvia Regina Brandalise: A liberação de agrotóxicos e a incidência das doenças onco-hematológicas da criança e do adolescente

"As ações do atual governo relacionadas ao meio ambiente são desastrosas". Entrevista especial com Alexander Turra

A dificuldade em concluir a investigação sobre o óleo que chegou à costa nordestina no final de agosto está relacionada, principalmente, à identificação das manchas em alto-mar, diz o biólogo Alexander Turra à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por WhatsApp. “Infelizmente, até o momento, isso não foi superado, pois há uma dificuldade técnica inerente em avaliar esse tipo de mancha que não navega na superfície, mas embaixo da água. Então, os métodos trivialmente utilizados para fazer esse acompanhamento não puderam ser utilizados”, explica.

"As ações do atual governo relacionadas ao meio ambiente são desastrosas". Entrevista especial com Alexander Turra

Entrevista especial com André Sawakuchi: Projeto de Belo Monte ignora ciclos de estiagens, põe em risco a hidrelétrica e aumenta danos sociais e am...

"Não parece haver água suficiente para conservar os ecossistemas e gerar a quantidade de energia almejada pelo projeto inicial”, resume. Assim, “os conflitos pela água para produzir energia, conservar ecossistemas e sustentar as populações tradicionais do Xingu podem se intensificar”.

Entrevista especial com André Sawakuchi: Projeto de Belo Monte ignora ciclos de estiagens, põe em risco a hidrelétrica e aumenta danos sociais e am...

Belo Monte e Belo Sun. O desenvolvimentismo triunfalista e violento que afunda a região amazônica em degradações

Com a promessa de gerar empregos e prosperidade econômica através de megaempreendimentos de mineração, uma ideia de desenvolvimentismo acaba sendo vendida como saída para a região amazônica. Mas, na verdade, o que fica para as populações locais são inúmeras degradações, de ambientais a sociais. “Em síntese, é um processo social descontínuo marcado por graves conflitos e violências”, resume Elielson Silva, pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. 

Belo Monte e Belo Sun. O desenvolvimentismo triunfalista e violento que afunda a região amazônica em degradações

- Foto por UFES

“O que está em jogo não é um novo modelo de política ambiental, mas o próprio fim da política ambiental”, dispara, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. “O governo atual rompe com nossa tradição de política ambiental e inicia uma série de medidas que eliminam a participação da sociedade e a corresponsabilidade da sociedade. Ao fazer isso, restringe o poder de proteção ambiental ao Estado ao mesmo tempo que desmantela os órgãos de controle e fiscalização”, avalia.

A extinção da política ambiental no Brasil e os riscos para a vida no planeta

O enterro das políticas afirmativas e a transformação do espaço público em privado. Entrevista especial com Maria Luiza Franco Busse

Ficam evidentes as intenções do novo governo de restringir a ação das chamadas políticas afirmativas. É bem verdade que esse movimento começa no governo de Michel Temer, mas, agora, parecem ser mais urgentes porque se entende que são pautas de apenas uma fatia da população, ainda associada à esquerda. 

O enterro das políticas afirmativas e a transformação do espaço público em privado. Entrevista especial com Maria Luiza Franco Busse

lunes-negro-4

Ao analisar a Revolução 4.0 e seus efeitos, Marildo Menegat destaca que ela é um aprofundamento da Terceira Revolução Tecnocientífica, a da microeletrônica. “Ela amplia soluções na elaboração de informações em alguns pontos que não eram ainda suficientemente rentáveis para o capital". Até 2025, “os efeitos da Revolução 4.0, juntamente com os novos capítulos da crise global, tornarão o cotidiano de nossas vidas um verdadeiro inferno, dessa vez para um número muito maior de pessoas.”

Impacto destrutivo do capitalismo já é maior do que todas as destruições anteriores da vida no planeta. Entrevista especial com Marildo Menegat

Biodiversidad

Apesar de o Cerrado não ter rios de grande vazão, o bioma “concentra nascentes que alimentam oito das 12 grandes regiões hidrográficas brasileiras” e nele nascem os “rios que originam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica”, informa o biólogo José Felipe Ribeiro à IHU On-Line.

Maior ameaça ao Cerrado é considerar sua vegetação nativa um estorvo ao desenvolvimento. Entrevista especial com José Felipe Ribeiro