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Autor MST - Brasil Idioma Portugués Pais Brasil Publicado 18 enero 2017 12:47

“O capitalismo pode destruir nossa sociedade de ‘25’ maneiras diferentes”

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Essa foi a conclusão dos mais de 1,5 mil Sem Terra, que participam do 29º Encontro Estadual do MST na Bahia.

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

A retirada de direitos implementadas no país, através das medidas golpistas do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), apontam de maneira drástica o avanço do conservadorismo também no campo brasileiro, marginalizando os sujeitos construtores do que conhecemos hoje como agricultura.

Pensando nessas questões, na última sexta-feira (13), os mais de 1,5 mil Sem Terra, que participam do 29º Encontro Estadual do MST na Bahia, debateram as influências do agronegócio na cultura popular e na apropriação do discurso agroecológico.

Em denúncia, Ana Chã e Felipe Campelo, ambos do MST, mediaram o debate apontando diversos desafios e questionando a natureza do agronegócio.

De acordo com Campelo, vivemos numa sociedade doente,- capaz de ir à lua-, porém pode nos destruir de 25 maneiras diferentes. “O agronegócio se baseia na concentração de terra, que chamamos de latifúndios, e nos monocultivos, voltados apenas à exportação e a serviço de grandes industrias, com alto uso de veneno e adubos químicos, sem nenhum respeito a humanidade”.

Ampliando as discussões, Ana Chã, afirmou que a cultura e educação são instrumentos que estão sendo usados para manipular a população em defesa do projeto do agronegócio. “Nossa forma de ver o mundo está sendo ressignificada pelo agronegócio e a mídia ajuda a tirar o povo da terra com a ideia de que morar no campo é atrasado e que a cidade é muito melhor”, explicou.

“As empresas do agronegócio têm o total apoio político do Senado, onde diversas ações são construídas pelas empresas com a finalidade de impor um projeto de sociedade que explora ainda mais o trabalhador e a trabalhadora, isso é um debate presente nas relações culturais”, disse Chã.

Agroecologia

Nesse sentido, Elizabeth Rocha, da direção nacional do MST, salientou que estamos falando de uma agricultura que também constrói mecanismos de exploração contra a natureza e por isso, precisamos criar uma alternativa de se relacionar com o mundo.

“Se não nos atentarmos a isto, teremos consequências, como o aquecimento global, a diminuição das águas doces, a perda da biodiversidade e a desertificação”.

Nessa perspectiva, “a agroecologia que se contrapõe ao modelo do agronegócio dialoga com uma outra alternativa de vida e portanto, é uma forma de intervenção com a natureza, valorizando os conhecimentos e saberes populares construídos culturalmente”, afirmou Rocha.

Respeito à vida

A agroecologia para o MST, de acordo com a direção do Movimento na Bahia, tem como base compreender e implementar um modelo produtivo que respeite o sistema vivo, – o solo, animais, plantas e águas-, através da produção de tecnologias pelos próprios camponeses, resgatando as sementes crioulas, os insumos e implementos produtivos.

Com isso, a promoção da formação através de diversas discussões em espaços de debates, pesquisa e divulgação da agroecologia foram levantadas como ferramentas de diálogo com a sociedade.

Educar, produzir e lutar foram sinônimos nos debates, o que ajudou no processo de formulação e projeção desta temática para o próximo período.

Fonte: MST - Brasil


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