100 mil toneladas de petróleo russo chegam a Cuba para mitigar crise energética do país

Idioma Portugués
País Cuba

Rússia já anunciou que está preparando um terceiro carregamento de produtos energéticos para Cuba.

Esta é a segunda viagem do navio Anatoly Kolodkin à ilha levando petróleo | Crédito: Presidência de Cuba/Reprodução

Autoridades cubanas informaram, neste domingo (5), que o descarregamento de 100 mil toneladas de petróleo bruto enviados pela Rússia para a ilha foi concluído com sucesso. Esta é a segunda ida do navio  Anatoly Kolodkin para abastecer o país, que, desde 9 de janeiro, sofre com a pressão do governo estadunidense sobre a Venezuela e o México, principais fornecedores de petróleo para Cuba

O carregamento fortalece a solidariedade internacional e os laços estratégicos entre os dois países diante das limitações externas que Cuba enfrenta. Durante o  anúncio de envio da carga, na última quinta-feira (2), o Ministro da Energia russo, Serguei Tsivilev, declarou: “Não vamos abandonar os cubanos em apuros”. 

A estimativa é de que as 100 mil toneladas de petróleo bruto produzam cerca de 292 mil toneladas de combustível para usinas termelétricas, mais de 255 mil barris de diesel, 109 mil barris de gasolina e cerca de 10% de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), utilizado como gás de cozinha.

Apesar de não resolver estruturalmente a questão, o gesto é um alívio imediato diante da situação de desabastecimento da ilha e fortalece a relação entre os dois países em um momento em que Cuba busca sustentar sua matriz energética diante da intensificação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Hoje, a geração de energia elétrica em Cuba depende de uma antiga rede de usinas termelétricas e, há mais de dois anos, a ilha sofre com apagões massivos e recorrentes, que chegam a durar dias. 

O navio Anatoly Kolodkin já deixou Cuba após concluir sua missão. O Ministério da Energia da Rússia já anunciou que está preparando mais um carregamento de produtos energéticos para Cuba.

* Com informações da  TeleSur

Editado por: Monyse Ravena

Fuente: Brasil de Fato

Temas: Geopolítica y militarismo

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