Cimi lança na quinta-feira (13) relatório sobre violência contra povos indígenas em 2025

Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2025. Arte: Assessoria de Comunicação do Cimi

A publicação reúne dados sobre violências e omissão do Estado. Lançamento será realizado na sede da CNBB em Brasília, com início às 14h30 e transmissão ao vivo pelo Youtube.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança, na próxima quinta-feira (13), às 14h30 (horário de Brasília), o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. O evento de lançamento da publicação anual do Cimi ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Cimi.

Acesse o relatório completo aqui.

O relatório reúne 19 categorias de análise das violências e violações praticadas contra os povos originários no Brasil, divididas em três seções: violência contra o patrimônio indígena, violência contra a pessoa e violência por omissão.

No capítulo sobre patrimônio indígena, o levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras. Na seção sobre violência contra a pessoa, o relatório traz dados atualizados sobre assassinatos de indígenas, agressões e ameaças. Já no terceiro capítulo, são reunidas informações sobre a desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios.

“O levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras”

O relatório sistematiza informações de diferentes fontes. Além dos registros feitos pelas equipes regionais do Cimi, levantadas junto a comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, são analisados dados obtidos a partir da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.

Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque. Medidas legislativas e decisões judiciais contrárias aos direitos constitucionais dos povos originários somaram-se à vigência da Lei nº 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal e alvo de contestação desde sua promulgação.

Ainda em vigor, a medida tem fragilizado os direitos constitucionais indígenas, marcando mais um ano de violência contra os povos originários. Enquanto os povos indígenas em luta pela terra sofrem com a violência e a vulnerabilidade, em terras indígenas demarcadas as ações de invasores não cessaram, apesar das operações de desintrusão realizadas.

“Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque”

Em 1996, o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil trazia na capa uma enorme cratera aberta por garimpeiros na terra dos Nambikwara. Três décadas depois, a TI Sararé retorna à capa da publicação para retratar uma nova intensificação do garimpo ilegal, em um contexto ainda mais crítico.

Esse cenário é retratado novamente pela atual edição do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. A publicação reúne, ainda, análises sobre as ameaças aos povos indígenas em isolamento voluntário no país e artigos com reflexões sobre temas relacionados aos dados sistematizados na publicação, como o racismo contra os povos indígenas, a política indigenista brasileira, os direitos indígenas no sistema de justiça criminal e a luta por justiça, memória e verdade.

Participarão do lançamento lideranças indígenas, representantes da CNBB, do Cimi e de organizações parceiras da causa. Comporão a mesa:

  • Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB
  • Cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Cimi
  • Roberto Liebgott, um dos organizadores do relatório
  • Esther Tello Ferrer, integrante do Setor de Documentação do Cimi (Sedoc)
  • Rubens Valente, jornalista eescritor, autor de um dos artigos do relatório
  • Milena Mura, do Amazonas, coordenadora da Organização das Mulheres Indígenas Mura (OMIM)
  • Urbano Escalante Guarani Kaiowá, liderança da Terra Indígena (TI) Apapegua, no Mato Grosso do Sul, e integrante da Aty Guasu – Grande Assembleia dos Povos Guarani e Kaiowá
  • Tipuici Manoki, de Mato Grosso, representante da Associação Watoholi
SERVIÇO

O quê: lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Quando:13 de agosto, às 14h30 (horário de Brasília)

Formato:presencial com transmissão ao vivo pelo canal do Cimi no YouTube

Onde: auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), situada no Setor de Embaixadas Sul, quadra 801, conjunto B, em Brasília (DF)

Ao vivo: link do youtube do Cimi

 

Contatos:

Assessoria de Comunicação do Cimi

E-mail: comunica@cimi.org.br

Fuente:  CIMI – Conselho Indigenista Missionário

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos, Pueblos indígenas

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