Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e sequestro de Maduro: ‘lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina’

Idioma Portugués
País Venezuela
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Presidente afirmou que ação dos EUA viola o direito internacional e ameaça estabilidade da região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou neste sábado (3) os  ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a  captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Em declaração oficial, Lula afirmou que os bombardeios “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma “afronta gravíssima à soberania” do país vizinho.

“Esses atos representam um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o presidente. Lula também declarou que o uso da força, em violação ao direito internacional, é o caminho para “um mundo de violência, caos e instabilidade”.

O presidente reiterou que a posição brasileira é de repúdio a ações militares unilaterais e lembrou que o país tem adotado a mesma postura em conflitos recentes em outras partes do mundo. Para Lula, a ofensiva dos EUA “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe” e ameaça a preservação da região como zona de paz.

Lula defendeu uma resposta firme por parte da Organização das Nações Unidas (ONU). “A comunidade internacional precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou. O presidente também reforçou que o Brasil está à disposição para ajudar a restabelecer o diálogo e promover a cooperação internacional.

Ataque dos EUA foi confirmado por Trump e secretário de Estado

A declaração de Lula ocorre horas depois de o governo dos Estados Unidos confirmar a autoria da operação militar na Venezuela. O presidente Donald Trump e o secretário de Estado  Marco Rubio reivindicaram a captura de Maduro e de Cilia Flores, que foram levados do país e, segundo Rubio, deverão ser julgados nos EUA.

Os ataques aéreos atingiram, na madrugada deste sábado (3), ao menos seis alvos na região de Caracas, incluindo o Forte Tiúna, onde vive Maduro, e o Quartel de La Montaña. O governo venezuelano decretou estado de comoção exterior e pediu apoio internacional.

- Editado por: Rodrigo Chagas.

Fonte: Brasil de Fato

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos

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