Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo mobiliza organizações em defesa dos povos das águas, do campo e das florestas

Idioma Portugués
País Brasil
Foto: Ana Mendes (CIMI)

Entre os dias 10 e 14 de agosto, atividades em sete estados, e no Distrito Federal, fortalecem a denúncia das violações de direitos e a defesa dos territórios tradicionais.

A Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo será realizada entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, reunindo organizações populares, movimentos sociais, pastorais, universidades, instituições públicas e defensoras e defensores de direitos humanos em uma ampla mobilização nacional em defesa dos povos das águas, do campo e das florestas.

Ao longo de cinco dias, a programação promoverá debates, seminários, exibições de documentários, visitas de solidariedade, reuniões institucionais, lançamentos de relatórios e atividades de incidência política em diferentes regiões do país. A iniciativa busca denunciar a violência sofrida por comunidades tradicionais, fortalecer a luta pelos direitos humanos, pela reforma agrária, pelos territórios tradicionais e pela justiça socioambiental.

Programação

A abertura da programação, no dia 10 de agosto, contará com a Plenária Nacional da Campanha, realizada de forma virtual, com o tema “Violência e Mineração”, seguida de uma mesa de debate sobre a violência no campo em Alagoas. Nos dias seguintes, a agenda inclui atividades em Goiás, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará, Bahia, Distrito Federal e Alagoas, abordando temas como conflitos fundiários, impactos da mineração, incêndios criminosos, massacres no campo, violência contra povos indígenas e mecanismos de monitoramento e proteção dos direitos humanos.

Entre os destaques da programação estão o Encontro das Comunidades Impactadas pela Mineração em Goiás, o webinário sobre monitoramento independente da violência na Amazônia, o lançamento do Relatório de Violência contra os Povos Indígenas, promovido pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além de reuniões institucionais com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
A Semana também reforça a importância da memória como instrumento de justiça, por meio da exibição de documentários como Pau d’Arco e Terra para Rose, acompanhada de debates sobre a história da violência no campo e a luta pelo direito à terra. Envolvendo dezenas de organizações da sociedade civil, movimentos populares, universidades e instituições públicas comprometidas com a defesa dos direitos dos povos do campo, das águas e das florestas.

A Campanha convida toda a sociedade a acompanhar e participar das atividades presenciais e virtuais, fortalecendo iniciativas de denúncia, solidariedade e incidência política em defesa da vida, dos territórios e dos direitos humanos.

Fuente:  Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos, Defensa de los derechos de los pueblos y comunidades, Defensa del Territorio

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