A volta da fome: a carência alimentar na pandemia
É sério e preocupante a situação que estamos vivendo e presenciando. A crescente onda de contágio da covid-19 e sua nova variante é muito aterrorizante. Continua a assolar o Brasil e o mundo, não apenas uma questão de saúde pública, em plena crise sanitária. Mas, há algo grave acontecendo com as famílias mais carentes do Brasil.
Segundo o IBGE, em cinco anos, a fome no país cresceu em 3 milhões o número de pessoas em situação de insegurança alimentar sendo assim, a fome volta a subir e atingir mais de 10 milhões de brasileiros. A fome no mundo, existe deste o princípio da humanidade. No Brasil, volta aos jornais devido à falta de políticas públicas estáveis e de suas manutenções, desde a saída do poder, o governo popular que criou o maior programa de combate a fome e miséria: O fome zero.
No livro Seis mil anos de Pão – A civilização Humana através de Seu Principal Alimento, do historiador alemão judeu, Heinrich Eduard Jacob, que escreveu o retrato estudado sobre o Pão, um principalmente na História Humana. Mostra a saga do pão de trigo, nos períodos de fome, guerra e pestes. Situação muito semelhante com que estamos vivendo com pandemia, desemprego, isolamento social, mortes e etc.
No levantamento do IBGE, mais da metade dos domicílios onde há fome são chefiados por mulheres. “Domicílios cuja mulher é a pessoa de referência estão mais associados à insegurança, assim como domicilio com muitos moradores” disse André Luiz Martins Costa, gerente e pesquisador do IBGE. As mulheres são responsáveis por 38,6% dos domicílios, ou seja, em situação de fome 51,9% eram chefiados por mulheres.
Na obra de Jacob, descreve o que durante a Revolução Francesa, em 1793, quando prevalecia a escassez de cereal, as mulheres formam as ruas, exigindo das autoridades o essencial para alimentar as suas famílias. A Convenção de Paris, aprovou a lei que se distribui o pão gratuitamente. Somente após a provação da lei que diminuíram os gritos nas ruas: queremos pão.
Certa vez, em sua última audiência geral de 1970, o Papa João Paulo I recordou das palavras de Paulo VI: "Povo da fome interpela-nos de maneira dramática, os povos da opulência, a Igreja estremece diante deste grito de angústia e chama a cada um a responder com amor o próprio irmão".
Portanto, mesmo estando em isolamento social, sem podermos fazer grandes mobilizações nas ruas, o cuidado com o próximo não pode ser deixando de lado, as políticas públicas de combate à fome e a miséria devem prevalecer. E isso é uma questão de Justiça.
Fonte: Instituto Humanitas Unisinos
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