Delegação da Assembleia Internacional dos Povos declara apoio a Cuba e anuncia medidas para mitigar bloqueio dos EUA

Idioma Portugués
País Cuba

Membros dos cinco continentes visitam a ilha em meio à ampliação do bloqueio e anunciam doações de insumos essenciais.

Uma delegação da Assembleia Internacional dos Povos (AIP) manifestou na terça-feira (10) seu apoio incondicional a Cuba ante a hostilidade e ampliação do  bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos à ilha.

Desde 9 de março, o grupo, composto por líderes de movimentos populares e partidos políticos de cinco continentes, está viajando a Cuba e Venezuela para prestar solidariedade aos povos desses países.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que participa da delegação, lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “asfixiar economicamente a ilha” e destacou ainda que o  mandatário estadunidense é “uma ameaça à paz mundial”.

O presidente do Partido Socialista da Zambia, Fred M’membe, denunciou o “assédio imperialista que se recrudesce em todos os setores sociais e econômicos” e destacou que a população cubana não merece as sanções que sofre por parte do imperialismo.

“O único perigo que representa Cuba é seu exemplo de bondade e solidariedade”, declarou o líder africano.

Brian Bécker, integrante do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos, apontou que as recentes ações de Trump são uma “extensão da guerra econômica contra um país soberano que não cede a influências externas”.

Bécker destacou que os cidadãos estadunidenses não apoiam os planos intervencionistas nem os conflitos bélicos promovidos pela Casa Branca.

A comitiva informou que sua estada tem o objetivo de aprofundar a análise sobre os efeitos causados pelo bloqueio para direcionar a forma da ajuda humanitária. Nesse sentindo, a delegação anunciou que, em breve, chegarão doações de insumos essenciais destinados à manutenção de áreas como saúde e agricultura, enquanto continuam a agenda de encontros com autoridades locais para buscar soluções que assegurem o bem-estar da população.

Em janeiro,  Trump declarou que Cuba é “ameaça para a segurança” dos EUA e, por isso, impôs mais restrições à ilha que sofre com sanções há 60 anos. Em outubro de 2025, a ONU condenou pela 33ª vez o bloqueio estadunidense com 165 votos a favor.

- Editado por Maria Teresa Cruz. 

Fonte: Brasil de Fato

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos, Defensa de los derechos de los pueblos y comunidades

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