Especulação financeira e impactos socioambientais do agronegócio no Cerrado da Bahia

"Este relatório analisa a presença da Radar no Cerrado do Oeste baiano e também da empresa SLC, uma das principais parceiras de negócios da Radar na região. Na Bahia, a pesquisa de campo foi realizada nos municípios de Formosa do Rio Preto e Correntina".

O Cerrado do Oeste baiano é uma área tradicionalmente habitada por comunidades rurais, que passou a ser alvo de grilagens a partir da década de 1960 sob esquemas viabilizados pelo estado da Bahia. Nas últimas décadas, empresas do agronegócio passaram a se instalar nas chapadas da região, causando desmatamento e grilagem de terras de comunidades locais. Atualmente, empresas nacionais e transnacionais do agronegócio, empresas financeiras e imobiliárias agrícolas estão instaladas no Cerrado do Oeste baiano, incluindo três das maiores empresas de comercialização de commodities: Bunge, Cargill e ADM. Esta área está inserida na região de expansão da soja chamada MATOPIBA.

A Rede Social de Justiça e Direitos Humanos tem publicado uma série de relatórios sobre os negócios de empresas imobiliárias agrícolas transnacionais e seus impactos na região do MATOPIBA. Uma das primeiras empresas desse tipo que passou a atuar com especulação de terras no meio rural no Brasil foi a Radar. Esta empresa foi constituída a partir da fusão entre a Cosan e o fundo de pensão estadunidense TIAA (Teachers Insurance Annuity Association).

Este relatório analisa a presença da Radar no Cerrado do Oeste baiano e também da empresa SLC, uma das principais parceiras de negócios da Radar na região. Na Bahia, a pesquisa de campo foi realizada nos municípios de Formosa do Rio Preto e Correntina. O foco da pesquisa foi a operação das empresas SLC Agrícola, SLC LandCo e SLC-MIT, e suas parcerias com a Radar, Bunge, Cargill, ADM, Mitsui & Co e AZL Grãos (uma joint venture entre Amaggi, Louis Dreyfus Company/LDC e o grupo japonês Zen-Noh Grain). Esta região tem sido fortemente impactada pela expansão do monocultivo de soja e milho. 

Mais recentemente, a região também tem sido foco da expansão da produção de algodão.

Atualmente o Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo. A Bahia é o segundo maior produtor nacional da herbácea e Correntina é o maior produtor do estado.

A área de monocultivo de soja e a rápida expansão do cultivo algodoeiro nos municípios de Formosa do Rio Preto e Correntina estão refletidas nos dados de área ocupada, nas tabelas abaixo:

Para entendermos o entrelaçamento entre estas empresas, observamos neste relatório o papel delas no financiamento, produção e comercialização de commodities. Além disso, apontamos como os impactos sociais e ambientais causados por estas empresas estão relacionados com mecanismos de atuação no mercado de commodities, principalmente em seu atual momento de financeirização.

- Para baixar o relatório completo (PDF), clique no link a seguir:

Fonte:  Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Temas: Agronegocio, Corporaciones

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