Petrobrás enfrenta oposição de maoris na Nova Zelândia

Idioma Portugués
País Oceanía

A unidade da Petrobrás na Nova Zelândia enfrenta oposição a seus trabalhos de pesquisa de energia no país, depois que uma tribo maori desafiou o direito de a companhia operar numa área do Oceano Pacífico

A notícia é do jornal O Estado de S. Paulo, 12-04-2011.

A tribo, conhecida como Te Whanau-a-Apanui, argumenta que tem uma reivindicação histórica para a área onde a Petrobrás está trabalhando e acusou o governo de não consultá-la antes de dar à companhia brasileira uma licença para exploração.

De acordo com Dayle Takitimu, porta-voz da tribo, os membros mais velhos estão preocupados com o impacto ambiental na área, em East Cape.

"Esse é o nosso pior pesadelo", afirmou Takitimu. "É uma loucura absoluta que o governo fique com essa mentalidade de escavar e perfurar."

O problema ocorre num momento no qual a Nova Zelândia precisa abrir mais seu mar para a exploração de petróleo e gás, num esforço para impulsionar sua economia em declínio, correndo o risco de desagradar os ambientalistas, que estão preocupados com eventuais problemas na perfuração em águas profundas.

A Petrobrás disse ter realizado um trabalho de pesquisa na área da bacia Raukumara, mas não quis dar mais detalhes sobre o assunto. No fim de semana, ativistas ambientais do Greenpeace nadaram na frente de um navio de exploração da companhia forçando-o a mudar o curso e causando problemas de segurança.

A permissão de exploração durante cinco anos é a primeira concedida na região. Nunca nenhuma atividade comercial foi realizada na bacia Raukumara, que alguns acreditam ter potencial para a exploração de gás e petróleo.

East Cape continua a ser uma das partes mais intocadas do litoral da Nova Zelândia. As águas dessa região são amplamente utilizadas pelos pescadores habituais e de recreio e muitos dos habitantes locais utilizam frutos do mar na sua alimentação.

A exploração de petróleo gera preocupações sobre a poluição e a capacidade de manter a pesca.

A polícia da Nova Zelândia disse que está monitorando a situação da costa.

Instituto Humanitas Unisinos, Internet, 12-4-11

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