China pressiona EUA pela libertação imediata de Maduro e esposa e cobra garantias de segurança

Idioma Portugués
País Venezuela
O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e o presidente da China, Xi Jinping, durante encontro em Moscou, em maio de 2025

A China voltou a se posicionar contra a invasão estadunidense na Venezuela, ocorrida na madrugada de sábado (3), e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. O governo chinês instou os Estados Unidos a libertá-los “imediatamente” e a cessarem os “esforços para subverter o regime venezuelano”.

“A China expressa sua profunda preocupação com a detenção e expulsão forçada do presidente Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos. Essas ações violam claramente o direito internacional e as normas fundamentais que regem as relações internacionais, bem como os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”, manifestou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês.

O país asiático também cobrou garantias de segurança pessoal para Maduro e Flores. Além disso, pede que a questão seja resolvida “por meio do diálogo e da negociação”.

voo que transportava Nicolás Maduro até os Estados Unidos chegou a Nova York na noite de sábado (3). Segundo o jornal New York Times, o presidente venezuelano está detido na prisão Metropolitan Detention Center, no distrito do Brooklyn.

Posição firme

Logo após o ataque estadunidense, a República Popular da China  condenou de forma veemente a ação. Em declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o país asiático classificou a operação como uma violação grave do direito internacional e um atentado à soberania venezuelana.

A resposta chinesa foi dada por um porta-voz da chancelaria durante coletiva de imprensa em Pequim, após questionamento de jornalistas sobre a ofensiva militar.

“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra um Estado soberano e o ataque ao seu presidente”, afirmou o representante do governo chinês.

Ele também declarou que a ação dos Estados Unidos configura um “ato hegemônico” que ameaça a paz e a segurança da América Latina e do Caribe.

Já na primeira manifestação, o governo chinês exortou os Estados Unidos a cessarem as agressões, respeitarem a soberania de outros países e cumprirem os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

Entenda

Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma  ofensiva militar contra a Venezuela, atingindo alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões do país. A ação resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para os Estados Unidos. O governo venezuelano decretou estado de comoção externa e convocou mobilizações em defesa da soberania nacional.

Durante coletiva de imprensa na tarde deste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca quer  administrar a Venezuela até que seja realizada uma “transição democrática e justa”. Ele celebrou o sequestro de Nicolás Maduro como um “ataque extraordinário”. Trump também deixou claro o interesse direto no controle do petróleo venezuelano, afirmando que o recurso foi “roubado” dos Estados Unidos e que será entregue a uma empresa estadunidense.

Editado por: Geisa Marques

Fonte: Brasil de Fato

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos

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