MST e UFS constroem caminhos para desenvolver tecnologias sociais nos assentamentos
Encontro com professores, pesquisadores e estudantes da Engenharia Elétrica da UFS debateu soluções nas áreas de energia, água e comunicação voltadas às necessidades das comunidades da reforma agrária.
A Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), junto ao deputado federal João Daniel, realizou um encontro com professores, pesquisadores e estudantes do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Sergipe (UFS) para dialogar sobre o desenvolvimento de tecnologias sociais voltadas às necessidades dos assentamentos da reforma agrária.
O diálogo teve como objetivo fortalecer a parceria entre universidade e movimentos populares, identificando demandas concretas das áreas de reforma agrária e construindo possibilidades de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que contribuam para o fortalecimento da agricultura camponesa, ampliem a produção agroecológica e melhorem as condições de vida no campo.
Durante o encontro, foram discutidas propostas de estudos e projetos nas áreas de energia, água e comunicação, pensando soluções que possam contribuir com o acesso e a gestão da água, a geração de energia em comunidades rurais, o processamento da produção agrícola e a melhoria da infraestrutura nos assentamentos.
As chamadas tecnologias sociais são construídas a partir da realidade das comunidades e buscam responder a problemas concretos do cotidiano, com soluções acessíveis, sustentáveis e que possam ser apropriadas e reproduzidas pelas próprias famílias camponesas.
Além do momento de diálogo, professores, pesquisadores e estudantes também conheceram as instalações do Centro de Formação Canudos, importante espaço pedagógico do MST em Sergipe, dedicado à formação política, técnica e cultural de militantes e trabalhadores do campo.
A aproximação entre universidade, pesquisa científica e movimentos populares fortalece a construção de uma ciência comprometida com as necessidades do povo, contribuindo para a produção de alimentos saudáveis, o fortalecimento da agroecologia e a soberania alimentar.
- Editado por Inaiá Misnerovicz.
Fonte: MST- Brasil
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