O império ataca - Boletim Venezuela em Foco #1

Idioma Portugués
País Venezuela

Eventos geopolíticos de grande impacto, como o ataque dos Estados Unidos ao território venezuelano e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama Cilia Flores, provocam mudanças profundas na conjuntura internacional. Um dos sinais mais evidentes dessas transformações é a intensificação da chamada “guerra comunicacional”.  

Informações contraditórias, desinformação espalhada em diferentes canais, grandes veículos de comunicação reproduzindo o discurso dominante como narrativa oficial. O resultado disso é uma sociedade cada vez mais confusa, sem fontes de confiança. Quando os fatos começam a ser esclarecidos, o estrago informacional já está feito.

É diante desse cenário que forças populares, movimentos sociais e coletivos de comunicação se unem para lançar o boletim Venezuela em Foco. A iniciativa nasce com o objetivo de oferecer um canal comprometido com a divulgação de informações confiáveis, em solidariedade com a Revolução Bolivariana e em defesa da soberania dos povos da América Latina. Nosso compromisso é com os fatos. Vamos a eles. 

Após meses de ofensiva contra a Venezuela, com  sequestro a navios petroleiros no mar do Caribe no final de 2025, o ano novo começou com péssimas notícias para a América Latina. 

Na madrugada do dia 3 de janeiro, por volta das 3h da madrugada, o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado por militares estadunidenses enquanto o país era bombardeado em ao menos 6 locais, entre eles o complexo militar do Forte Tiúna, em Caracas, a sede do Ministério da Defesa e o lugar onde vive o presidente.  32 cubanos que faziam parte da segurança do presidente foram mortos. Outros militares e civis também foram assassinados no ataque, mas o número total de mortos ainda não foi divulgado.  

Em resposta,  milhares de venezuelanos foram às ruas do país em uma marcha antiimperialista. A  capital de Barinas, estado onde o líder da revolução venezuelana Hugo Chávez nasceu, também registrou ato

O exército e a milícia venezuelana subordinada às Forças Armadas do país, junto com coletivos cidadãos, estão prontos para defender o território,  a vice-presidente Delcy Rodriguez assume o governo de forma interina pelos próximos 90 dias. Significa dizer que o comando do país segue nas mãos do chavismo, conforme a vontade do povo que segue elegendo o projeto bolivariano nas ruas e nas urnas, a despeito das intervenções imperialistas. 

Nesta segunda-feira, a Assembleia Popular venezuelana empossou parlamentares eleitos no pleito em 2025, conforme rito já previamente agendado, e  reelegeu o chavista Jorge Rodriguez à presidência do parlamento. Jorge e Delcy são irmãos criados na tradição chavista e figuras centrais para o governo Maduro. 

Enquanto isso, nos Estados Unidos, submetidos a um tribunal em Nova Iorque, algemados e escoltados por forte aparato policial,  Maduro e Cilia se declararam prisioneiros de guerra e inocentes.  

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador venezuelano Samuel Moncada falou que o  ataque foi motivado por “ganância” por petróleo e por uma posição geopolítica mais favorável, denunciando  também violação da carta das nações unidas. A Rússia, por sua vez, qualificou o  ataque como “bandidagem” e a  China se posicionou em defesa o país sul-americano

Desde o ataque do dia 3, uma onda de protestos vem sendo realizada em diversos países do mundo. No Brasil, o  MST junto de outros movimentos populares, coletivos e partidos de esquerda convocam manifestações. O Movimento Sem Terra também lidera uma iniciativa junto com PSOL e PT para a  criação de uma frente emergencial de solidariedade à Venezuela que começa a atuar no dia 14.

Fonte: MST - Brasil

Temas: Comunicación y Educación, Criminalización de la protesta social / Derechos humanos

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