Instituto Humanitas Unisinos

94% das terras indígenas da Amazônia sofreram pressões externas entre 2016 e 2020

Desmatamento, degradação florestal, garimpos, focos de calor ou a existência e construção de estradas são alguns dos fatores que pressionaram essas regiões. 

94% das terras indígenas da Amazônia sofreram pressões externas entre 2016 e 2020

A naturalização do crime ambiental

"As consequências da política de destruição ambiental afetam negativamente outras dimensões da sociedade como a economia, a saúde, o abastecimento de água, o equilíbrio ecossistêmico e a sustentabilidade da vida humana no campo e na cidade. Políticas com tais características constituem crimes de elevada gravidade. A relevância de tais informações confirma a importância das eleições deste ano", escreve Sandoval Alves Rocha, doutor em Ciências Sociais pela PUC-Rio, professor da Escola de Humanidades da Unisinos e Assessor do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), sediado em Manaus. É padre jesuíta.

A naturalização do crime ambiental

Pampa é o bioma brasileiro que mais perde vegetação natural. Ambiente característico do bioma pampa. Foto de Arlei Antunes, in Wikipédia

"Reclamamos-se que sejam implantadas, de forma urgente, políticas de gestão ambiental, que promovam o equilíbrio ecológico-econômico real no Pampa, diante de suas vocações socioambientais e de sua geobiodiversidade, reconhecendo-se a importância da pecuária familiar, das comunidades tradicionais, incluindo uma economia virtuosa, com base nestes elementos locais, ou seremos testemunhas da consolidação de ilegalidade e impunidade que estão levando ao fim do bioma Pampa", escreve um Coletivo de entidades (*), em nota publicada por Sul21.

Por uma moratória à conversão do Bioma Pampa às monoculturas e à megamineração

Aumento da produtividade agrícola via tecnologias põe em risco os polinizadores
Entrevista especial com Felipe Deodato da Silva e Silva

"O modelo atual baseado em insumos químicos e produção em larga escala impacta os polinizadores", que são fundamentais para o fluxo de exportação brasileiro, diz o economista.

Aumento da produtividade agrícola via tecnologias põe em risco os polinizadores

Expansão do agronegócio no Brasil: concentração de ganhos e socialização de perdas
Entrevista especial com Tatiana Oliveira

O avanço do agronegócio no Brasil se dá a partir da “expropriação do pequeno produtor, sobre a floresta no chão e sobre os direitos territoriais indígenas e de outras comunidades tradicionais e camponesas”, diz a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos - Inesc.

Expansão do agronegócio no Brasil: concentração de ganhos e socialização de perdas

As big techs: o objetivo é controlar economicamente as relações no campo
Entrevista especial com Sérgio Amadeu

A atuação das big techs no campo produz "algumas vantagens, como velocidade, alguma melhoria no fluxo, mas, por outro lado, gera uma concentração e um controle do campo por parte das plataformas", adverte o sociólogo.

As big techs: o objetivo é controlar economicamente as relações no campo

Efectos de la deforestación en la Amazonía brasileña, cerca de Porto Velho. BRUNO KELLY (REUTERS)

"A extensa e rica análise estatística dos dados relacionados à mudança climática apresentados por Alves não deixa dúvidas de que as próximas décadas podem ser fortemente impactadas por desastres socioambientais e que, inclusive, podem levar a um colapso da forma como até agora as sociedades se organizaram e viveram. São dados que rebatem as teses negacionistas, muito em moda nos dias atuais. O avanço do aquecimento global e de suas consequências é, na verdade, uma ameaça existencial à civilização humana".

Enfrentar a crise climática é inadiável. “O ecocídio é também um suicídio”, avalia Diniz Alves

- Davi Kopenawa em encontro de Lideranças Yanomami e Ye'kwana, em novembro de 2019. (Foto: Victor Moriyama/Isa)

"Queremos chamar a atenção das autoridades que são contra os povos indígenas, natureza e a Terra Mãe. Aquela autoridade que está lá dentro do Congresso, sentada no seu ar condicionado, pensando só nele mesmo. Por isso, nos reunimos com lideranças tradicionais, junto com os pajés, para tomar conta do Congresso Nacional, [onde ficam os líderes] do povo da mercadoria que está destruindo o nosso planeta. Queremos que eles olhem para nós, povos indígenas. Olhem para a cara da Amazônia, para a força dos pajés. Lutamos juntos, com o apoio do povo da cidade -- jovens, mulheres, homens e políticos aliados. Os inimigos precisam nos escutar, pensar e respeitar. É isso que estamos mostrando: nossa força junto com a nossa Terra Mãe".

Davi Kopenawa: “não mexam mais com a nossa Terra Mãe”