Conversatório sobre o Bem Viver. Desafios do fazer político em nosso tempo
"Só é possível construir as noções dos bens comuns em estruturas relacionais com a natureza. Não como um mecanismo de apropriação da natureza como recurso. E isso provoca uma materialidade política muito forte, capaz de gerar mobilizações. Claro que tudo isso não seria possível sem o encontro com a tradição das lutas dos movimentos sociais de esquerda, o debate marxista. Mas o Bem Viver, em seu debate sobre a diversidade e a pluralidade, eleva para outro patamar as construções no campo do popular e no campo das alternativas."
Por Mario Rodriguez Ibáñez
O Bem Viver é um horizonte de sentido que tem permeado uma série de reflexões acerca de como entendemos o mundo e como nos relacionamos com ele - ou como fazer a transição a outros modos de vida que permitam escapar das armadilhas da modernidade e do desenvolvimento hegemônico, intrínsecas ao capitalismo. Em novembro de 2015, a convite da Fundação Rosa Luxemburgo, o educador boliviano Mario Rodríguez apresentou algumas reflexões sobre este tema, a título de introdução ao universo do pensamento indígena sobre o Bem Viver, a um grupo formado por estudantes da África, do Brasil e da América Latina na Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O texto a seguir é uma edição dessa conversa.
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