Brasil: movimentos sociais defendem água como um bem público

Idioma Portugués
País Brasil

Movimentos sociais e outras entidades realizam atos e mobilizações de rua para reafirmar a água como bem público e um direito humano hoje (22), Dia Mundial da Água.

De acordo com dados publicados no site do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Brasil, apesar de concentrar cerca de 12% das reservas de água doce do mundo, convive com uma distribuição desigual. A maior quantidade de água está na região Norte do país, onde o número de habitantes é bem menor que na região Sudeste, que tem maior concentração populacional.

 

Além da distribuição, os movimentos sociais apontam para às investidas do setor privado para aumentar o controle da prestação dos serviços de água e saneamento no Brasil, como vem ocorrendo em outras partes do mundo.

 

No Brasil, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA), com apoio e participação de várias entidades da sociedade civil, promovem uma campanha nacional contra as Parcerias Público Privadas (PPPs) no setor. A campanha, lançada em novembro do ano passado, é intitulada “Água Para o Brasil”.

 

Segundo os movimentos, um desafio é enfrentar as tentativas das multinacionais da água junto do Banco Mundial em se apropriarem dos recursos hídricos do planeta, das mais variadas formas. Um exemplo foram os acordos feitos durante o Fórum Mundial da Água ocorrido em Marselha, na França, entre os dias 14 e 17 de março desse ano.

 

Por sua vez, o Fórum Mundial Alternativo da Água, também realizado em Marselha no mesmo período, reafirmou a necessidade de recuperar a água como fonte de vida e não de lucro. Esse fórum alternativo foi organizado por movimentos sociais de várias partes do mundo.

 

A radialista comunitária de Independência no Ceará, Rosa Gonçalves, conta que a preservação e a distribuição dos recursos hídricos é um tema de vital para quem vive no semi-árido brasileiro.

Por se tratar de uma fonte de vida, ela defende que a água "não deve estar sob o monopólio de empresas". Rosa conta que não há interesse do poder público local em criar alternativas de fornecimento de água para a comunidade. Dos açudes construídos, apenas um vai para abastecimento da cidade, enquanto outros se encontram em grandes propriedades de terras ou estão poluídos

 

Púlsar Brasil, Internet, 22-3-12

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