Venezuelanos saem às ruas contra ataques dos EUA e sequestro de Maduro

Idioma Portugués
País Venezuela
Mobilização popular no entorno do Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano | Crédito: Federico PARRA / AFP

Marchas foram registradas em Caracas, Barinas e Anzoategui; venezuelanos pediam a permanência de Maduro.

Venezuelanos se mobilizam neste sábado (3) em diferentes cidades do país para se posicionar contra os  ataques estadunidenses ao país e ao  sequestro do presidente Nicolás Maduro. Foram registrados atos na capital Caracas e outras cidades ao redor do país.

Em Barinas, estado onde nasceu o ex-presidente Hugo Chávez, manifestantes se reuniram na capital de mesmo nome para pedir a permanência de Maduro. Entoando gritos de ordem, os venezuelanos pediram a saída dos Estados Unidos e o fim do bombardeio.

“Precisamos do retorno de um presidente democraticamente eleito e que trabalhava com o povo. Fora ianques de merda! Apoiamos o governo e o presidente Maduro. Não vamos deixar que eles decidam o futuro do nosso país”, disse Juan Navid Herrera.

Na capital Caracas, venezuelanos se reuniram ao redor do Palácio Miraflores, sede do poder Executivo, para também prestar apoio à Maduro, e pediram ajuda de outros países para condenar as ações dos EUA.

“Que viva a Venezuela livre, revolucionária, do nosso líder Hugo Chávez e do presidente Maduro. A comunidade internacional precisa deixar de covardia e assumir uma postura altiva em defesa do nosso povo. Estão massacrando um povo que quer justiça e que luta por moradia e alimentação. Os EUA não são a polícia do mundo”, afirmou Mariele Agustín.

Jaisuri Cortez participou da marcha na capital e afirmou que esse bombardeio afeta a paz e a estabilidade de um país que vivia “em tranquilidade”. De acordo com ela, o período de festas é da virada do ano é muito importante para os venezuelanos e esse bombardeio também é uma forma de afetar a moral do povo.

Manifestantes levaram fotos de Maduro e Chávez para a mobilização, além de faixas com frases pedindo ajuda de outros países e da ONU contra as agressões (Federico PARRA / AFP)

“Estamos desde cedo nas ruas para pedir a permanência de Maduro, um presidente que esteve com o povo nos momentos mais difíceis, desde as sanções até a pandemia da covid. Ele também conseguiu manter a paz depois de períodos muito duros de ataques não só dos EUA, mas também da extrema direita. Hoje foi a Venezuela, mas já foi Gaza e mais países sentirão isso”, disse.

- Editado por: Rodrigo Chagas

Fonte: Brasil de Fato

Temas: Criminalización de la protesta social / Derechos humanos

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