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Políticas públicas municipais: sementes crioulas e inspiração desde os territórios

“Precisamos desesperadamente de outras histórias” é o que propõe a filósofa belga Isabelle Stengers*. Em outras palavras, trata-se de colocar em questão um fluxo histórico que, escrito sob a narrativa do progresso, tem nos conduzido a crises econômicas, políticas, ecológicas e, sem dúvidas, sanitárias. A partir de experiências de políticas públicas municipais, inspiradoras de “outras histórias”, nos propomos a pensar em algumas formas de fazer política que falam tanto dos novos caminhos que a agroecologia vai tecendo na relação com o Estado e seus representantes quanto da criatividade que emerge dos territórios na construção de outras agriculturas possíveis. Para não perder a tradição, colocamos atenção especial nas sementes crioulas, mais especificamente no campo de relações estabelecidas entre elas e as políticas públicas municipais.

Políticas públicas municipais: sementes crioulas e inspiração desde os territórios

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“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”

Conversamos com Mateus Manassés Bezerra Nascimento, jovem agricultor experimentador de Queimadas e integrante do Polo da Borborema. Mateus falou sobre a mobilização no município e no território em torno da defesa das sementes crioulas e sobre as formas de mobilização e engajamento da juventude. “A gente vê que do nada a gente pode transformar muita coisa, são os jovens que devem assumir a responsabilidade de guardar as sementes para as gerações que ainda vão chegar”. Confira abaixo como foi essa conversa.

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”

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Sementes da Paixão: ação coletiva na defesa da agrobiodiversidade no território da Borborema, na Paraíba

"É nesse entremeio, da conservação da agrobiodiversidade pela agricultura familiar e da luta contra os transgênicos, que, em 2016, nasce no território da Borborema a Campanha Não Planto Transgênico para não Apagar minha História.  Conversamos com Silvinha e Euzébio, que nos trazem as memórias da Campanha, assim como os fios que ela foi tecendo com a vida cotidiana dos agricultores, agricultoras, bancos de sementes e a organização política na região".

Sementes da Paixão: ação coletiva na defesa da agrobiodiversidade no território da Borborema, na Paraíba

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Ilustração: Priscila Helena Machado.

Os campos comunitários de multiplicação de sementes vêm ganhando força no semiárido brasileiro. A proposta favorece o resgate de variedades locais e promove espaços dedicados a ampliar o conhecimento sobre as sementes crioulas. Campos de sementes são também implantados em outras regiões e têm potencial para fortalecer a luta em defesa das sementes em todo o país.

Campos de multiplicação de sementes: a experiência do Projeto Agrobiodiversidade no Semiárido

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Boletim março: sementes crioulas, por uma alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos

Bem vindas e bem vindos de volta! No Boletim deste mês você lerá: vira lei a Política de distribuição de sementes crioulas no Rio Grande do Norte; ações de distribuição de sementes crioulas no Mato Grosso; a premiação do concurso “História que eu cultivo” vem aí; após 15 anos, volta à pauta do STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a Lei de Biossegurança; informações sobre as vitórias e lutas travadas em diferentes países contra os transgênicos e os agrotóxicos.

Boletim março: sementes crioulas, por uma alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos

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Revista Agriculturas: diálogos e convergências entre agroecologia e feminismo

Os artigos apresentados nesta edição permitem vislumbrar como a Agroecologia, enquanto inspiração para a elaboração de um novo contrato socioecológico baseado na justiça, na equidade, na solidariedade e na harmonia com a natureza viva, está se desenvolvendo por meio de experiências concretas em diferentes partes do mundo. É preciso avançar nessas experiências para que maiores capacidades de incidência política sejam construídas e que sejam dadas respostas adequadas à crise estrutural de uma sociedade que caminha para o colapso. A pandemia da Covid-19 nos mostra o valor e a importância de sistemas agrícolas e alimentares resilientes e diversos, baseados na ética feminista de cuidado e solidariedade.

Revista Agriculturas: diálogos e convergências entre agroecologia e feminismo

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Boletim janeiro: sementes crioulas, por uma alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos

Bem vindas e bem vindos de volta! Neste Boletim queremos primeiro agradecer aos leitores e leitoras que nos acompanharam ao longo de 2020. Sabemos que não foi um ano fácil. Partilhar sobre sementes crioulas e como essas têm sido cultivadas, conservadas e reproduzidas por guardiãs e guardiões em seus territórios foi um dos motes do esperançar e de reafirmar que sim é possível construir sistemas alimentares justos, que respeitem a diversidade dos povos e comunidades, a natureza e que garantam alimentos saudáveis à população.

Boletim janeiro: sementes crioulas, por uma alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos

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Sementes da diversidade - práticas compartilhadas: conceitualizando Sementes Comuns

"Os autores discutem as redes locais de trocas, nas quais circulam as sementes tradicionais ou locais. Olhando para o âmbito local, postulam que o cuidado com as sementes faz parte de um conjunto de ações cooperativas que garante o acesso à diversidade genética, à segurança alimentar e à conservação da agrobiodiversidade. Eles concluem ainda que as redes de circulação informal de sementes são constituídas nos espaços locais. O caráter informal se deve ao fato de que esse modo de circulação não é regulado por normativas legais".

Sementes da diversidade - práticas compartilhadas: conceitualizando Sementes Comuns

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