Grupo Carta de Belém

O que são mercados de carbono?

Os mercados de carbono são basicamente o comércio de cotas de poluição. A criação desse mercado é resultado do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 por 156 países. O acordo definiu metas de redução das emissões de CO2, mas alguns governos, como os Estados Unidos, exigiram a criação de um mecanismo de mercado para participar. Assim se formou o chamado mercado de carbono, ou em bom português: comércio de licenças para poluição.

O que são mercados de carbono?

Existem alternativas aos mercados de carbono?

As negociações da COP 26 fazem parecer que o mercado de carbono e a "redução" com as compensações das emissões de O2 são o caminho único. Nós já viemos apontando e reafimando no Manifesto do Grupo Carta de Belém que há sim várias alternativas. Principalmente na demarcação de terras indígenas, quilombolas e a defesa das terras coletivas e dos direitos territoriais que mantém as florestas em pé respeitando os direitos dos povos tradicionais.

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Com tramitação a toque de caixa, PL 528 quer regular Mercado Brasileiro de Redução de Emissões

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A fome como negócio e o roubo de alimentos

A indústria agroalimentar global se especializou em fazer negócios a partir da extração de mais valia do trabalho intergeracional de agricultores e dos recursos naturais. Achatam preços da produção para o agricultor, exploram trabalho análogo ao de escravo, capturam grandes extensões de terras, água, expropriam famílias e povos de suas casas e territórios, aplicam grandes volumes de agrotóxicos, muitos deles proibidos em seus países de origem na Europa. E ainda, a produção interna ofertada ao mercado nacional é mais cara que a soja, as carnes e as frutas e legumes que chegam à Europa e aos EUA.

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Desmatar para entregar: o mercado financeiro aterrissa na Amazônia em nome do Clima

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Foto: MST

Coca-cola atende ao chamado do governo Bolsonaro e adota Unidade de Conservação no Amazonas