Grupo Carta de Belém

Desmatar para entregar: o mercado financeiro aterrissa na Amazônia em nome do Clima

"No capitalismo neoliberal, organizado sob o domínio financeiro, praticamente tudo ao nosso redor pode receber o tratamento de um “ativo”, tudo vira capital ou pode ser capitalizado. Não é diferente com a natureza, que, depois de ter direitos próprios reconhecidos em algumas partes do mundo, volta ao status miserável de mero “recurso natural”. Trata-se, na verdade, de um “recurso” cuja exploração não é motivada necessariamente pelo seu emprego na produção de mercadorias, como no passado, mas na sua instrumentalização como ativo no jogo financeiro ou colateral, isto é, garantia, para a alavancagem de créditos. Como propriedade, a natureza serve à mitigação dos riscos de um empreendimento, na esteira das “soluções baseadas na natureza”. Como título, pode respaldar o endividamento público e privado. Assim, o que testemunhamos é o uso irresponsável da Amazônia pelo governo brasileiro como um ativo, isto é, um recurso capaz de mobilizar interesses e muito dinheiro via privatização de grandes fatias do seu território".

Desmatar para entregar: o mercado financeiro aterrissa na Amazônia em nome do Clima

Foto: MST

No dia 28 de abril de 2021, mais uma empresa entrou para a lista das corporações do Programa Adote um Parque, do Governo Federal. Com a promessa de triplicar o orçamento anual da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Javari-Buriti, no Amazonas, o Grupo Coca-Cola resolveu “adotar” a Área, a primeira dessa modalidade no programa. Essa Unidade de Conservação (UC) fica no município de Santo Antônio do Içá, na bacia do Rio Solimões, e é rica em Buriti, espécie frutífera de áreas abundantes em água.

Coca-cola atende ao chamado do governo Bolsonaro e adota Unidade de Conservação no Amazonas

Newsletter Grupo Carta de Belém - Agosto

Compartilhamos com você este newsletter onde o grupo Grupo Carta de Belém  selecciona as principais notícias socioambientais do país. Ao clicar em cada um deles, você pode acessar a história completa.

Newsletter Grupo Carta de Belém - Agosto

MP que pretende legalizar o maior roubo de terras públicas da história do país pode ser votada na câmara

Em tempos de crise sanitária e econômica devido à pandemia do coronavírus, um novo massacre contra o povo brasileiro está prestes a ser votado na Câmara Federal: a Medida Provisória 910/19, que pretende anistiar crimes de invasão de terra pública praticados até o final de 2018, favorecendo o desmatamento ilegal.

MP que pretende legalizar o maior roubo de terras públicas da história do país pode ser votada na câmara

MP que pretende legalizar o maior roubo de terras públicas da historia do país pode ser votada na Câmara

"Em tempos de crise sanitária e econômica devido à pandemia do coronavírus, um novo massacre contra o povo brasileiro está prestes a ser votado na Câmara Federal: a Medida Provisória 910/19, que pretende anistiar crimes de invasão de terra pública praticados até o final de 2018, favorecendo o desmatamento ilegal".

MP que pretende legalizar o maior roubo de terras públicas da historia do país pode ser votada na Câmara

- Douglas Freitas / Amigos da Terra Brasil

El lunes (12/09), más de 70 organizaciones firmaron la “COP 25 – No a las compensaciones forestales en el artículo 6 del Acuerdo de París”, en la que defienden la posición histórica de Brasil en contra a los bosques en el mercado de carbono. Movimientos sociales, ONGs ambientalistas, organismos representativos, organizaciones indígenas y comunidades tradicionales expresaron su apoyo.

La sociedad civil brasileña y internacional denuncia que la inserción de los bosques en los mercados puede hipotecar las tierras y territorios de l...

"A gente trabalha o coletivo, não queremos nos individualizar" - Movimento das quebradeiras de coco denuncia a dificultade das comunidades tradicio...

Sem a devida informação  sobre as regras especiais do módulo CAR PCTs, tanto órgãos federais quanto os Estados seguem realizando cadastros individuais sobre territórios coletivos, o que gera distorção das informações no SICAR. Quebradeiras de coco relatam que famílias estão sendo impedidas de acessar políticas de crédito nos bancos por não terem CAR individual.

"A gente trabalha o coletivo, não queremos nos individualizar" - Movimento das quebradeiras de coco denuncia a dificultade das comunidades tradicio...

- Foto tomada del sitio web La Tinta.

Na semana da Jornada nacional de lutas pela terra e reforma agrária e em memória ao massacre de Eldorado de Carajás, no dia 17 de abril de 1996, organizações e movimentos em defesa dos direitos territoriais e socioambientais  de povos e comunidades tradicionais e assentamentos de reforma agrária pedem à Comissão Mista da MP 867/18 tratamento específico dos territórios coletivos pelo CAR. 

MP 867/18: Organizações e movimentos em defesa dos direitos territoriais e socioambientais pedem tratamento específico dos territórios coletivos pe...